

A seleção dos textos para o Bridges assentou em ideias bem claras. Para lá da indispensável exigência de cumprimento do Programa de Inglês do 10.º ano, desde o início que definimos critérios básicos: autenticidade de todos os textos; diferentes tipologias; textos sobre temas que interessem os/as alunos/as, que versem sobre o seu universo, mas que o alarguem simultaneamente: que contribuam para a aquisição de conhecimentos e desenvolvimento da proficiência na língua, mas também para o seu desenvolvimento pessoal.A autenticidade é para nós fundamental. Textos autênticos escritos por pessoas reais ou sobre pessoas reais e comuns é o que vão encontrar no nosso projeto (esta preocupação estende-se, aliás, aos restantes materiais que servem de base para o trabalho, como é o caso de vídeos e áudios). Textos escritos por adolescentes e jovens adultos: muitos. Adolescentes e jovens adultos de várias nacionalidades, que poderão ser contactados pelos vossos alunos e alunas – esperemos que o façam!
Achamos também muito importante que os nossos alunos e alunas se habituem a ler e trabalhar sobre todos os tipos de textos, até porque lhes será pedido que produzam textos de diferentes tipologias. Vão encontrar textos retirados de jornais credíveis, de livros e de sites fidedignos. Temos inclusivamente um texto (acompanhado de vídeo), escrito para o Bridges por uma aluna do Burkina Faso, Palé Yerie Valérie, que já mostrámos num post anterior.
Procuramos apresentar textos com os quais os nossos jovens se identifiquem pela proximidade da temática, mas que os façam conhecer realidades e perspetivas diferentes: falar de línguas, de media, de tecnologia ou de adolescência vale mais a pena se aquilo que acrescentarmos ao universo dos/as alunos/as os permita munirem-se de conhecimentos, mas também de ferramentas para pensar criticamente a realidade, ultrapassar visões egocêntricas, desconstruir ideias aparentemente inquestionáveis e agir nas suas vidas de forma mais consciente.
A disciplina de Inglês proporciona uma excelente oportunidade para isso e achamos que deve ser aproveitada.
A disciplina de Inglês proporciona uma excelente oportunidade para isso e achamos que deve ser aproveitada.
Levar a cabo estes objetivos é mais fácil do que parece, pelo menos da nossa experiência. Manter os alunos e alunas interessados e empenhados não implica simplificar-lhes o trabalho, baixar o nível de exigência, falar de banalidades ou superficialidades nem tão pouco de temas que não lhes dizem nada. Em nossa opinião, depende de partirmos do seu universo de interesses e de os conduzirmos para outros patamares – enquanto pessoas falantes da língua.
Neste post disponibilizamos dois textos. O primeiro, do Módulo 1, é um artigo escrito por um jornalista do Daily Mail que relata a sua experiência de infância e juventude de contacto com diversas línguas num mundo em que o Inglês é dominante. No segundo texto, do Módulo 4, trabalhamos excertos do livro The Freedom Writers Diary: How a teacher and 150 teens used writing to change themselves and the world around them, da autoria de Erin Gruwell, uma história real sobre uma professora e os seus alunos. Quer o livro quer o filme são recursos valiosos e que devemos utilizar de forma a motivar e enriquecer os nossos alunos e alunas.
E claro, não nos podemos esquecer da interpretação textual existente em cada Reading Time. As atividades variam de unidade para unidade, embora haja sempre um elo de ligação para que os alunos e alunas se sintam, de certa forma, confortáveis em relação ao que lhes é solicitado. Ao longo do manual existe uma progressão nas atividades de exploração dos textos: trabalho de preparação e aprofundamento para níveis superiores de raciocínio; trabalho de treino da língua-alvo. A fomentação do pensamento crítico é central a todo o manual e acreditamos que esta visão do ensino da língua irá enriquecer as vossas aulas.
Para conhecerem melhor o Bridges esperamos por vós nas sessões de apresentação.
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