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O Bridges é um projeto inclusivo
Inserido em 2013-03-22  |  Adicionar Comentário

Uma semana nos separa do início das sessões de apresentação do Bridges e gostaríamos de vos informar do que consideramos ser algumas características muito próprias do nosso projeto.

Desde o momento inicial da sua conceção que o nosso objetivo foi criar um projeto inclusivo, promotor de uma educação inclusiva, facto visível no próprio título, Bridges.

Faz, pois, todo o sentido, uma mudança de atitudes perante o mundo que nos rodeia, a consciencialização de que para além das diferenças aparentes, visíveis à superfície, existem semelhanças nas camadas mais profundas do ser humano e que nos ligam a todos/as enquanto pessoas.

No Bridges não excluímos públicos nem temáticas e optámos por uma abordagem globalizante, respeitadora do novo modelo social multicultural, que cada vez mais se assume como tendência atual.
                                                  

Numa época em que se convive mais com o outro, com diversas culturas, modelos e tradições, é imprescindível integrá-las num projeto escolar globalizante e inclusivo, criando oportunidades para que os nossos alunos e alunas aprendam a ver o mundo como um todo do qual todos somos uma pequena parte importante.

Poderíamos trazer-vos inúmeros exemplos da nossa preocupação com esta temática, que passam, por exemplo, pela convicção de que não devem existir exercícios diferentes com níveis de dificuldade diferentes para alunos/as com graus de proficiência diferentes, já que consideramos que todos/as podem e devem ter acesso aos mesmos exercícios, materiais e temáticas; a forma como o/a docente tratará cada questão e cada resposta é que poderá diferir tendo em conta a turma que tem à sua frente. Dos muitos exemplos de inclusão que vos poderíamos deixar, escolhemos apenas dois, já que em breve poderão constatar a profundidade com que esta questão foi tratada com o projeto já nas vossas mãos:

1) Inclusão de públicos menos favorecidos: no Módulo 2 – A Technological World – apresentamos uma carta de Valérie Palé, aluna de 16 anos, que vive e estuda no Burkina Faso, África Ocidental, e que escreveu propositadamente para os/as seus/suas colegas portugueses/as. Falando sobre o tema das tecnologias, Valérie fala sobre as dificuldades que sente no acesso à Internet e a computadores, o que, no entanto, não a impede de estudar, ter amigos/as ou comunicar com pessoas distantes. Uma visão essencial para que os/as nossos/as alunos/as compreendam que o mundo não é a preto e branco.

2) Inclusão de públicos com deficiência: no Módulo 3 – Media & Global Communications – introduzimos uma unidade a que chamámos Digital Media & Accessibility, em que procurámos dar a conhecer aos nossos alunos e alunas um pouco do mundo das pessoas surdas e cegas, não numa perspetiva da diferença, mas mostrando a semelhança que une todos/as estes/as jovens. Através da temática do cinema procurámos demonstrar como a tradução audiovisual permite ligar o mundo das pessoas surdas e ouvintes e a audiodescrição possibilita aos cegos ir ao cinema assistir ao último blockbuster, porque os desejos, gostos e preocupações são os mesmos para todos/as eles/elas.

Como sempre, gostaríamos de contar com o vosso feedback.

Aproveitamos para vos desejar uma Páscoa Feliz e um merecido descanso.

A Equipa Bridges

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Comentários (1)
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Adorei os vossos materiais sobre inclusão social e educacional. Na verdade, ainda existem estudantes que não têm acesso à net, mas nem por isso deixam de ser BONS estudantes. Belo exemplo de vida, o de Valèrie. Será que nas sociedades europeias os alunos valorizam aquilo que têem ao seu dispor? Boa Páscoa para a equipa do Bridges.