

Em 1906, o sociólogo e académico norte-americano William Graham Sumner afirmava na obra Folkways:
“Schools make persons all on one pattern, orthodoxy. School education, unless it is regulated by the best knowledge and good sense, will produce men and women who are all of one pattern, as if turned in a lathe.”
Na sua obra, Sumner reconhecia a propensão da mente para o sociocentrismo e a tendência das escolas de agirem como replicadoras do sistema, funcionando como locais de reprodução doutrinadora.
No Bridges procuramos contrariar esta tendência, ainda vigente na nossa sociedade, e criar condições para que os nossos alunos e alunas possam desenvolver uma visão crítica do mundo que os/as rodeia.
Aquilo em que acreditamos, é que todos/as os/as alunos/as, com maior ou menor proficiência em inglês, devem criar hábitos de questionamento e problematização do real e utilizar instrumentos de análise crítica que lhes permitam agir de forma reflexiva sobre situações reais.
Nesse sentido, procuramos evitar abordagens dicotómicas tradicionais através da inclusão de realidades diversificadas e diferentes pontos de vista. Realidades distintas não significam necessariamente divisão de mundos, mas podem e devem complementar-se e levar à ação.
Nesse sentido, procuramos evitar abordagens dicotómicas tradicionais através da inclusão de realidades diversificadas e diferentes pontos de vista. Realidades distintas não significam necessariamente divisão de mundos, mas podem e devem complementar-se e levar à ação.
Com este objetivo em mente, valorizámos níveis de pensamento mais elevados, embora de forma progressiva, ao longo do manual:
• utilizámos temáticas e criámos atividades que visam capacitar o/a aluno/a para a formulação, análise, avaliação e resolução de problemas;
• procurámos sempre desenvolver o seu espírito empreendedor, inovador e criativo, através de trabalhos de projeto de ação social na comunidade;
• desenvolvemos metodologias com o objetivo de ensinar e estimular o pensamento racional e reflexão crítica sobre o que o/a rodeia;
• criámos uma rubrica específica, intitulada Thinking Time, que se destina a ser utilizada pelo/a docente na aula, da forma que considerar mais adequada à turma, e/ou pelo/a aluno/a autonomamente.
Deixamos-vos uma amostra de uma unidade do Módulo 4, em que procurámos sintetizar o que fomos abordando ao longo do manual em termos de estratégias de critical thinking e critical reading.
Encontram também um exemplo dos diversos Thinking Time do Bridges que se insere no Módulo 3 A Technological World, numa unidade que visa promover a reflexão sobre o papel da tecnologia em diferentes contextos. Tratando-se de um momento de reflexão, a sua execução torna-se possível, naturalmente, pelo trabalho anterior que será feito pelos/as alunos/as e pelo enquadramento prévio de textos e atividades da unidade.
Encontram também um exemplo dos diversos Thinking Time do Bridges que se insere no Módulo 3 A Technological World, numa unidade que visa promover a reflexão sobre o papel da tecnologia em diferentes contextos. Tratando-se de um momento de reflexão, a sua execução torna-se possível, naturalmente, pelo trabalho anterior que será feito pelos/as alunos/as e pelo enquadramento prévio de textos e atividades da unidade.
Gostaríamos de receber o vosso feedback sobre os materiais apresentados e saber das vossas opiniões e experiência sobre este tema do desenvolvimento do pensamento crítico.
Páginas 162-163 ]
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