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A importância da Oralidade
Inserido em 2013-02-20  |  Adicionar Comentário

Those who know nothing of foreign languages know nothing of their own. 
J. W. von Goethe

Ensinar a comunicar oralmente em contexto de sala de aula é talvez uma das maiores dificuldades com que nos deparamos no dia a dia com os nossos alunos e alunas. No entanto, esta é uma competência fundamental no ensino de qualquer língua e é necessário que os/as alunos/as melhorem a sua proficiência, pois só assim se poderão expressar e lidar com as normas sociais e culturais que os/as regem.  

De acordo com o Conselho Europeu é aconselhável que cada cidadão e cidadã fale, pelo menos, mais duas línguas para além da sua língua materna, e estas abrir-lhe-ão portas não apenas a nível profissional, mas também a nível pessoal. O conhecimento de uma língua estrangeira abre um mundo de oportunidades e mostra realidades que até então era difícil percecionar.

É muito importante que os nossos alunos e alunas tenham a possibilidade de comunicar oralmente na língua que se encontram a aprender pois só assim, através de tentativa e erro, poderão corrigir os erros que cometem e ultrapassar as suas próprias inibições. A sala de aula é um excelente local para começar esta aventura!

Celia Huet, Speak 

Tendo em conta que uma grande maioria revela ansiedade e timidez na hora de se expressar oralmente, como poderemos nós, professores/as, motivá-los/as a participar na sala de aula? 

Gostávamos de saber que estratégias de motivação e que atividades utilizam na sala de aula de forma a incentivar os vossos alunos e alunas a ultrapassar os seus medos. E uma vez que a componente oral corresponde a 30% da avaliação, como é que os/as avaliam e que tipo de feedback lhes dão para que possam melhorar a sua proficiência? 

Partilhem connosco as vossas experiências e apresentem-nos as sugestões do que gostariam de ver incluído no manual Bridges.

Bibliografia

Chaney, A.L., and Burk, T.L. (1998): Teaching Oral Communication in Grades K-8. Boston: Allyn&Bacon.

Council of Europe (2001): Common European Framework of Reference for Languages: Learning, Teaching, Assessment. Cambridge: Cambridge University Press.


A Equipa Bridges

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Confesso que é a parte mais difícil para mim como professora de Inglês, mas também para os alunos que admitem perceber o que ouvem e depois não conseguem interagir. Quantas vezes questionam "Stôra, posso dizer em Português?"??? Para evitar monólogos e estimular a produção e interação oral em situações o mais pessoal e real possíveis, recorro a frases ou imagens sugestivas e polémicas (de publicidade, graffiti), a debates, a legendagem de imagens e de cartoons em grupo, a apresentações relativas ao módulo em causa (ainda recentemente com turma de curso profissional, e no âmbito da cultura juvenil, nomeadamante tatuagens e "piercings", os alunos envolveram-se de forma muito ativa na pesquisa e subsequente apresentação)... Já este ano letivo, depois do período de férias, e com grupos distintos (turmas de seniores e de profissionais), desafiei alunos a selecionarem foto do seu telemóvel com a qual se sentissem confortáveis para partilhar com a turma.
Inevitavelmente bombardeados por questões minhas e dos colegas, todos contaram "The (Hi)story behind the picture": esta atividade ocupou uma aula inteira, não demorou a preparar, foi inteiramente dedicada à produção e interação oral, por ser pessoal todos tiveram algo para dizer e / ou perguntar, quebrou (algum) gelo, e "desenferrujou-os". Mais e para terminar: um aluno ucraniano apresentou uma foto da sua cidade natal e não paravam as perguntas nem ele manifestava vontade de se calar...